O Procon Municipal de Anápolis está investigando 21 denúncias contra as duas lojas da Casa do Celular na cidade, por supostas violações ao direito do consumidor. As práticas irregulares incluem o uso de tecnologia ‘kill switch’ para bloqueio remoto de aparelhos via sistema PayJoy, visando forçar pagamentos. Além disso, há relatos de venda de produtos usados como novos, juros abusivos e dificuldades em assistência técnica, o que tem afetado diversos consumidores locais.
A investigação abrange quatro denúncias formais, quatro fiscalizações diretas e 13 processos administrativos. O Procon realizou vistorias presenciais nas lojas para verificar as irregularidades. As lojas receberam prazos para adequação, com o objetivo de corrigir as práticas que violam o direito do consumidor.
Entre as queixas, destaca-se o bloqueio remoto de celulares, uma medida que impede o uso do aparelho até o pagamento de parcelas. Consumidores afetados relataram prejuízos financeiros e dificuldades para resolver os problemas. Essa apuração reflete a crescente atenção às práticas comerciais no setor de eletrônicos em Anápolis.
Práticas irregulares identificadas
As denúncias apontam para o uso do ‘kill switch’ integrado ao PayJoy como forma de coerção para pagamentos. Outras violações incluem a comercialização de itens usados disfarçados de novos e a aplicação de juros excessivos em financiamentos. Dificuldades na assistência técnica também foram citadas, complicando a resolução de defeitos nos produtos.
O Procon Municipal de Anápolis enfatiza a importância de proteger os direitos dos consumidores diante dessas irregularidades. As lojas da Casa do Celular estão sob escrutínio para garantir conformidade com as normas. Essa ação pode servir de alerta para outras empresas do ramo, promovendo práticas mais transparentes no mercado local.
Impacto e próximos passos
Consumidores afetados em Anápolis buscam reparação por meio desses processos, que podem resultar em multas ou sanções às lojas. A investigação continua, com monitoramento contínuo para assegurar correções. Essa iniciativa reforça o papel do Procon em mediar conflitos e educar sobre direitos do consumidor.