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Mãe e filho condenados a 69 anos por assassinato de adolescente em briga escolar em Anápolis

Crime que chocou Anápolis ocorreu em frente ao Colégio Municipal Leiny Lopes
Julgamento acusados de envolvimento na morte do adolescente Nicollas Lima Serafim, de 14 anos (Foto: Diário da Redação)

Maria Renata Mercês Rodrigues e seu filho Kaio Rodrigues Matos foram condenados na quinta-feira, 29 de abril de 2026, pelo Tribunal do Júri em Anápolis, Goiás, pelo assassinato do adolescente Nicollas Lima Serafim, de 14 anos, e por duas tentativas de homicídio e corrupção de menor. O crime ocorreu em 20 de fevereiro de 2024, em frente ao Colégio Municipal Leiny Lopes, durante uma briga entre adolescentes. Maria recebeu pena de 40 anos de prisão, enquanto Kaio foi sentenciado a 29 anos e 7 meses, em um caso que destacou a escalada impulsiva de violência.

O crime

A briga começou entre adolescentes e rapidamente se intensificou quando Maria e Kaio desceram de um carro armados com martelo e faca. Eles atacaram Nicollas Lima Serafim, que morreu no local, e feriram gravemente Guilherme Sidney Soares da Costa, de 15 anos. O filho adolescente de Maria também participou da agressão, o que levou à acusação de corrupção de menor.

Os acusados assumiram o risco de matar ao intervirem armados na discussão, transformando uma briga comum em uma tragédia fatal. O incidente ocorreu em Anápolis, Goiás, e chocou a comunidade local pela brutalidade envolvida.

O julgamento e as sentenças

O julgamento, presidido pelo juiz Fernando Chacha, ocorreu no Tribunal do Júri de Anápolis e resultou em condenações baseadas em evidências de que os réus agiram com intenção de causar danos graves. O representante do Ministério Público de Goiás (MPGO) enfatizou a certeza das ações dos acusados.

Nós não temos dúvidas de que aquilo que ela se dispôs aconteceu fatalmente em relação ao Nicollas e de forma tentada com as outras duas vítimas.

Representante do Ministério Público de Goiás (MPGO)

O juiz Chacha refletiu sobre as escolhas impulsivas que levaram ao desfecho trágico, destacando como uma pausa para reflexão poderia ter evitado a perda de vidas.

Se vocês tivessem pensado 10 segundos a mais, ninguém estaria aqui hoje. Estariam todos vocês felizes em casa, a vítima, o réu. Tem que pensar, não pode agir no impulso, não pode agir sem raciocinar. Se a mãe tivesse levado os filhos embora, são muitos ‘ses’. Todos já estavam no carro. Por isso eu perguntei: mesmo assim vocês saem do carro? Já estava resolvido, mas resolveram sair do carro e o final da história vocês já sabem.

Juiz de Direito Fernando Chacha
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