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Mãe e filho vão a júri popular por morte de adolescente em Anápolis

Crime teria sido motivado por conflitos entre adolescentes nas redes sociais; além da vítima, outros dois jovens ficaram feridos e sobreviveram
Julgamento acusados de envolvimento na morte do adolescente Nicollas Lima Serafim, de 14 anos (Foto: Diário da Redação)

O julgamento de Maria Merces Rodrigues e de seu filho, Kaio Rodrigues Matos, acusados de envolvimento na morte do adolescente Nicollas Lima Serafim, de 14 anos, foi retomado nesta quarta-feira (29), no Fórum Novo de Anápolis, no bairro Parque Brasília. A sessão havia sido adiada na semana passada após o advogado de defesa de um dos réus apresentar atestado médico.

Os dois acusados estão presos preventivamente desde 20 de fevereiro de 2024, data do crime, e serão levados ao Tribunal do Júri após a Justiça negar recursos apresentados pela defesa.

Conforme as investigações da Polícia Civil, o homicídio teria sido motivado por desentendimentos entre adolescentes, envolvendo ciúmes e discussões em redes sociais. A situação evoluiu com trocas de ameaças pela internet e culminou na marcação de um confronto presencial, supostamente combinado durante uma transmissão ao vivo na véspera do crime.

Imagem Nicolas e alunos na porta da escola
Confusão que terminou com a morte do estudante Nicolas Serafim, aconteceu na porta do Colégio Leiny Lopes de Souza (Foto: Reprodução)

De acordo com a denúncia do MPGO, Maria Merces tinha conhecimento da possível briga. Ainda assim, teria comparecido ao colégio acompanhada de Kaio, ambos portando uma faca e um martelo. Após uma breve discussão com um grupo de estudantes, os dois teriam iniciado as agressões.

Além de Nicollas, outros dois adolescentes também foram feridos durante o ataque. Um deles sofreu um golpe de faca no abdômen, enquanto o outro foi atingido no peito. Ambos foram socorridos e sobreviveram.

Após o crime, mãe e filho fugiram em um veículo, mas foram localizados pela Polícia Militar na residência da família. No local, foram apreendidas as armas utilizadas. Os réus respondem por homicídio consumado, duas tentativas de homicídio e corrupção de menores, já que um terceiro filho de Maria também teria participado da ação.

O caso teve grande repercussão em Anápolis e reacendeu discussões sobre a violência entre jovens e a influência das redes sociais na escalada de conflitos. A expectativa é que o julgamento traga novos esclarecimentos sobre o crime.

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