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Famílias de desaparecidos têm nova oportunidade de buscar respostas por meio do DNA

Campanha nacional reúne pontos de coleta em 23 cidades goianas; em Anápolis, familiares podem procurar a unidade da Polícia Técnico-Científica.
Coleta de DNA (Foto: reprodução)

Para famílias que convivem com o desaparecimento de um parente, a ausência de respostas pode se prolongar por meses ou até anos. Uma amostra de DNA, no entanto, pode se tornar uma importante ferramenta para ajudar a descobrir o que aconteceu e confirmar a identidade de pessoas encontradas sem documentação.

Até esta sexta-feira (28), Goiás participa da 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Em todo o país, são 342 pontos de coleta. No estado, a ação está presente em 23 municípios, com apoio do Ministério Público de Goiás (MPGO) e do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID).

A campanha busca ampliar a quantidade de perfis genéticos disponíveis nos bancos oficiais e, consequentemente, aumentar as possibilidades de identificação de pessoas desaparecidas e também de pessoas encontradas vivas ou mortas sem identidade confirmada.

Como o DNA ajuda nas buscas?

O procedimento é simples. O material genético pode ser coletado com um suabe semelhante a um cotonete, passado na parte interna da bochecha. Em alguns casos, também pode ser utilizada uma gota de sangue do dedo. A coleta é gratuita e indolor e não exige jejum.

Depois da coleta, a amostra é encaminhada ao laboratório de genética forense. O perfil obtido é inserido nos bancos de perfis genéticos e passa a ser comparado continuamente com materiais de pessoas cuja identidade ainda não foi confirmada.

Isso significa que uma correspondência não precisa acontecer imediatamente. Mesmo que nenhum resultado seja encontrado no momento da coleta, o perfil permanece disponível para futuros cruzamentos. Uma nova amostra incluída nos bancos pode, posteriormente, representar a peça que faltava para esclarecer um caso.

Quem pode doar?

A prioridade é para familiares de primeiro grau da pessoa desaparecida. A orientação da Polícia Científica de Goiás é seguir, preferencialmente, esta ordem:

  • pai ou mãe biológicos;
  • filhos biológicos e o outro genitor desses filhos;
  • irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe.

Quando possível, a recomendação é que pelo menos dois familiares façam a coleta, o que pode aumentar a possibilidade de estabelecer vínculos genéticos. Dependendo das características do caso e da disponibilidade dos parentes, outras combinações podem ser avaliadas pela equipe responsável. Crianças também podem participar, desde que acompanhadas pelo responsável legal.

E se o desaparecimento aconteceu há muito tempo?

A família não precisa perder a esperança por causa do tempo. A coleta de DNA não fica limitada ao período da mobilização. Segundo a Polícia Científica de Goiás, o serviço permanece disponível durante todo o ano nas instituições oficiais de perícia.

Também não é necessário que o familiar more na mesma cidade ou estado onde ocorreu o desaparecimento. A coleta pode ser realizada em outro ponto oficial, desde que a situação seja informada à equipe para o correto registro.

O que levar para a coleta?

O familiar deve apresentar documento de identificação e as informações do Boletim de Ocorrência (BO) do desaparecimento, como número do registro, estado e delegacia responsável. Se possível, é recomendado levar uma cópia do documento. A Polícia Científica também orienta que, quando disponíveis, sejam levados objetos de uso exclusivo da pessoa desaparecida que possam conter material genético, como escova de dentes, dente guardado ou cordão umbilical. A equipe avalia se o material pode ser aproveitado.

Anápolis está entre as cidades participantes

Em Anápolis, a coleta é realizada na 10ª Coordenação Regional de Polícia Técnico-Científica (10ª CRPTC), localizada na Avenida Mato Verde, s/n, no Loteamento Jibran El Hadj. Os telefones informados pela Polícia Científica são (62) 3387-6864 e (62) 3387-7615.

Além de Anápolis, a mobilização contempla Águas Lindas, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas, Campos Belos, Catalão, Ceres, Formosa, Cidade de Goiás, Goianésia, Goiânia, Iporá, Itumbiara, Jataí, Luziânia, Mineiros, Morrinhos, Porangatu, Posse, Quirinópolis, Rio Verde, São Luís de Montes Belos e Uruaçu. O atendimento da campanha segue até sexta-feira (28), mas a coleta continua disponível posteriormente nos órgãos oficiais de perícia.

Para informações gerais sobre a coleta em Goiás, o órgão disponibiliza o telefone (62) 98140-4071, que também funciona como WhatsApp.

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