Buscar

Cuidamos da sua privacidade

Utilizamos cookies para ver quais páginas você já viu em nosso jornal e para personalizar as propagandas para você. Ao continuar utilizando nosso site, você aceita esse uso. Por favor, leia nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

Trabalhadores do transporte coletivo de Anápolis rejeitam proposta da Urban e podem decidir por greve no domingo

Categoria mantém reivindicação de reajuste de 10%, enquanto Urban oferece 4,80%; nova assembleia será realizada no dia 30 para definir os próximos passos
Profissionais podem optar pela greve neste domingo (Foto: reprodução)

Os trabalhadores do transporte coletivo de Anápolis rejeitaram a última proposta apresentada pela Urban e aprovaram um indicativo de greve durante assembleia realizada no último sábado (22). A concessionária ofereceu reajuste de 4,80% nos salários, percentual considerado insuficiente pela categoria.

Antes disso, a Urban havia apresentado uma proposta de 4,42%, que também foi rejeitada pelos trabalhadores. A principal reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Rodoviário de Anápolis (Sittra) é um reajuste salarial de 10%, com pagamento retroativo a junho de 2026, mês da data-base da categoria. Os trabalhadores também pedem aumento de 15% no vale-refeição.

Diante do impasse, uma nova assembleia foi convocada para o próximo domingo (30), às 9h, na sede do sindicato. Será nessa reunião que os trabalhadores irão avaliar o andamento das negociações e decidir se haverá ou não paralisação.

Sittra diz que decisão sobre a greve cabe aos trabalhadores

Procurado pela reportagem do Diário da Redação, o Sittra afirmou que está adotando os procedimentos necessários para uma eventual paralisação, com atenção às exigências legais relacionadas aos serviços essenciais.

Segundo o sindicato, embora exista uma possibilidade concreta de greve, a decisão ainda não está tomada. O futuro da mobilização será definido pelos próprios trabalhadores durante a assembleia do dia 30. “Existe, sim, uma possibilidade concreta de paralisação, mas qualquer decisão nesse sentido será tomada pela própria categoria em assembleia”, informou o Sittra.

A entidade destacou que a nova reunião será importante para que os trabalhadores tenham conhecimento do cenário das negociações e possam deliberar democraticamente sobre os próximos passos.

Sindicato diz que reajuste de 10% foi definido pela categoria

O Sittra também fez questão de esclarecer que o pedido de 10% não foi estabelecido exclusivamente pela direção do sindicato. Segundo a entidade, o percentual representa uma reivindicação dos próprios trabalhadores. “O percentual não é uma decisão exclusiva do SITTRA. O Sindicato representa e conduz as negociações, mas quem estabelece e delibera sobre as reivindicações são os trabalhadores”, explicou.

De acordo com o sindicato, os 10% continuam sendo o percentual defendido pela categoria neste momento. A entidade, porém, afirma que não caberá à diretoria decidir sozinha caso a empresa apresente uma nova proposta com um índice diferente. “Qualquer eventual proposta diferente que venha a ser apresentada deverá ser levada ao conhecimento da categoria, que terá total autonomia para decidir se aceita ou rejeita”, afirmou o Sittra.

A entidade reforçou que, portanto, não existe neste momento uma definição sobre a possibilidade de os trabalhadores aceitarem um reajuste inferior aos 10%. Essa decisão dependerá exclusivamente da votação da categoria.

“Percentual ainda está muito abaixo”, diz sindicato

Para o Sittra, um dos principais pontos de divergência está justamente na distância entre o percentual reivindicado e o que foi oferecido pela Urban.

A proposta mais recente prevê reajuste de 4,80%, enquanto os trabalhadores reivindicam 10%. Para o sindicato, o índice apresentado pela empresa ainda está muito abaixo do que a categoria considera adequado. “O percentual apresentado pela empresa está ainda muito abaixo do solicitado pela categoria”, afirmou a entidade.

Apesar do impasse, o sindicato disse que continua buscando uma solução por meio da negociação e do diálogo. “Nosso objetivo permanece sendo buscar uma solução por meio do diálogo e da negociação, mas sempre respeitando aquilo que for decidido democraticamente pela categoria”, declarou.

Urban afirma que negociações continuam

Em nota enviada ao Anápolis Diário, a Urban, cujo porta-voz é o diretor jurídico Carlos Leão, informou que ainda não havia sido oficialmente notificada pelo sindicato sobre o resultado da assembleia realizada no sábado (22).

A concessionária afirmou que qualquer iniciativa de aumento ou alteração da proposta depende de anuência prévia da Prefeitura de Anápolis, conforme previsto em lei. A empresa declarou ainda que “houve avanços” nas negociações e que, em conjunto com a Prefeitura, busca o melhor encaminhamento para o impasse.

Sobre a data-base, a Urban informou que junho de 2026 foi garantido e que eventual reajuste será aplicado de forma retroativa. A concessionária também afirmou que as negociações “estão em pleno curso” e que o objetivo é chegar a um acordo que evite impactos na operação do transporte coletivo.

Empresa pode recorrer à Justiça

A Urban ainda alertou que poderá buscar a Justiça caso a greve seja deflagrada e sejam identificados eventuais atos considerados ilegais por parte do sindicato. Enquanto isso, o Sittra afirma que está seguindo os procedimentos necessários para uma eventual paralisação, justamente por se tratar de um serviço essencial.

A definição, no entanto, ficará para o próximo domingo. Os trabalhadores irão se reunir no dia 30 de agosto, às 9h, para decidir se aceitam os rumos das negociações ou se avançam para uma possível greve no transporte coletivo de Anápolis.

Artigo anterior
Projeto Transformar abre vagas para esportes gratuitos em Anápolis saiba como participar

Relacionado à este artigo: