Sete dias após a morte do deputado estadual Amilton Filho, a dor da perda ainda se mistura à saudade e às lembranças de quem conviveu com ele. Nesta sexta-feira (2), durante a missa de sétimo dia, celebrada na Catedral do Bom Jesus, no Centro de Anápolis, familiares, amigos e apoiadores se reuniram para prestar homenagens e recordar a trajetória do parlamentar.
Em meio à comoção, as palavras da família revelaram não apenas a dimensão da ausência, mas também a fé que tem sustentado aqueles que precisam aprender a conviver com uma partida tão repentina.
Ao recordar o filho, o pai de Amilton destacou suas origens e a simplicidade que, segundo ele, marcaram sua trajetória. A lembrança de um menino humilde, criado no bairro Alexandrina, em Anápolis, trouxe à celebração a imagem de alguém cuja história começou perto das pessoas e que construiu sua caminhada até a vida pública.
Para a família, a despedida é um processo doloroso, atravessado pela saudade e pela necessidade de encontrar forças para continuar. A irmã do deputado expressou que o que tem mantido todos de pé neste momento é a presença de Deus. Segundo ela, é o Deus vivo que sustenta a família diante de uma realidade difícil de compreender.
A esposa de Amilton também recorreu à fé para expressar seus sentimentos diante da perda. Em uma declaração marcada pela confiança em Deus, ela utilizou uma frase bíblica que traduz a entrega mesmo em meio ao sofrimento: “Deus me deu e Deus tomou, bendito seja o nome do Senhor para todo o sempre”.
As palavras dos familiares deram à celebração um sentido que vai além da despedida. Entre lágrimas, abraços e manifestações de carinho, a missa também se tornou um espaço para reafirmar os vínculos construídos ao longo da vida e reconhecer a marca deixada por Amilton em sua família e na comunidade.

Uma semana depois, a ausência permanece presente no cotidiano de quem o amava. Para os familiares, a fé não elimina a dor nem apaga a saudade, mas representa o amparo necessário para atravessar o luto e seguir adiante.
A memória do deputado, por sua vez, permanece nas histórias compartilhadas, nos gestos lembrados e no legado que deixou em Anápolis e em Goiás.