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Delegada Aline Lopes, da DPCA de Anápolis, alerta pais sobre riscos de aplicativos usados por crianças

Plataformas como Discord, Telegram e Zangi podem facilitar o contato de menores com desconhecidos e a circulação de conteúdos inadequados
Delegada Aline Lopes - DPCA, grava vídeo de alerta para pais (Foto: reprodução)

O uso de aplicativos de conversa por crianças e adolescentes voltou a chamar a atenção das autoridades. Em uma publicação nas redes sociais, a delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis, alertou os pais sobre os riscos de três plataformas: Discord, Telegram e Zangi.

Segundo a delegada, a preocupação vai além da idade mínima indicada para cada aplicativo. A estrutura das plataformas, os mecanismos de moderação e o tipo de conteúdo compartilhado também precisam ser considerados pelos responsáveis.

O alerta ganhou força após o caso de uma adolescente de 13 anos, em Naviraí (MS), que teria sido coagida dentro de um grupo até tirar a própria vida durante uma transmissão ao vivo. O episódio contribuiu para medidas contra transmissões ao vivo no Discord no Brasil.

Outro ponto levantado por Aline é o Zangi, aplicativo que prioriza recursos de privacidade e não exige número de telefone para cadastro, característica que pode dificultar a identificação de usuários.

A preocupação das autoridades ocorre em um momento de novas regras para aumentar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, com o ECA Digital, que estabelece responsabilidades para plataformas e prevê mecanismos de segurança e supervisão parental.

Para a delegada, porém, a proteção não depende apenas das ferramentas oferecidas pelos aplicativos. Os pais precisam acompanhar o que os filhos acessam, conhecer os aplicativos utilizados, ativar controles parentais e, principalmente, manter o diálogo aberto.

A orientação é que responsáveis procurem ajuda das autoridades diante de situações de ameaça, aliciamento ou qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes.

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