Na tarde de quinta-feira, 7 de maio de 2026, a Polícia Militar de Anápolis atendeu uma ocorrência de perturbação do sossego no bairro Jibran El Hadj. Uma moradora, que sofre de depressão, ansiedade e misofonia, relatou som alto vindo de vizinhos, o que desencadeou uma crise de ansiedade. Os policiais lavraram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra os responsáveis, destacando um problema recorrente apesar de tentativas anteriores de resolução amigável.
A vítima acionou a PM por volta das 13h, informando que o volume excessivo do som agravava sua condição de misofonia, uma sensibilidade extrema a ruídos. Ela apresentou um laudo médico aos policiais e mencionou reclamações prévias aos vizinhos, sem sucesso. A jovem vizinha responsável alegou que o volume estava baixo, mas os oficiais prosseguiram com o TCO para registrar a perturbação do sossego.
Esse tipo de incidente destaca os desafios de convivência em áreas residenciais, especialmente quando condições médicas estão envolvidas. A moradora buscou uma solução pacífica inicialmente, mas o problema persistiu, levando à intervenção policial. A ação da PM visa garantir o cumprimento das leis sobre ruído excessivo em horários inadequados.
O bairro Jibran El Hadj, em Anápolis, tem registrado queixas semelhantes, refletindo questões comuns em comunidades urbanas. A misofonia, combinada com depressão e ansiedade, pode tornar ruídos cotidianos insuportáveis, afetando a qualidade de vida. A lavratura do TCO serve como medida preventiva, incentivando o respeito mútuo entre vizinhos.
Autoridades locais enfatizam a importância de diálogos amigáveis antes de acionar a polícia, mas reconhecem a necessidade de intervenção em casos graves. Esse episódio pode sensibilizar a população sobre impactos de som alto em pessoas com sensibilidades específicas, promovendo uma convivência mais harmoniosa. A PM de Anápolis continua monitorando ocorrências para manter a ordem pública.