O Tribunal do Júri condenou Diego Fonseca Borges a 19 anos, 4 meses e 22 dias de reclusão pela morte da namorada, Ielly Gabriele Alves, em Jataí, no sudoeste de Goiás. O julgamento foi encerrado na madrugada desta sexta-feira (28).
Os jurados rejeitaram a tese apresentada pela defesa de que o disparo teria sido acidental. Diego foi condenado por homicídio qualificado por feminicídio, motivo torpe, emboscada e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Além da pena de prisão, a sentença determinou o pagamento de R$ 250 mil por danos morais à família de Ielly.
O crime foi registrado pela própria vítima
O caso aconteceu em novembro de 2023, na zona rural de Jataí. Ielly estava com o celular ligado e filmava o namorado quando ele apontou uma arma em direção ao rosto dela e efetuou o disparo.
Após o crime, Diego levou a jovem para o hospital e apresentou inicialmente uma versão diferente às autoridades. Ele afirmou que o casal teria sido alvo de uma emboscada praticada por criminosos que estavam em uma motocicleta.
A versão, porém, começou a ser desmontada após a Polícia Militar analisar as imagens registradas no celular de Ielly. O vídeo mostrou o que havia acontecido momentos antes do disparo.
O registro feito pela própria vítima se tornou uma das principais evidências do caso e ajudou a esclarecer a dinâmica da morte.
Julgamento terminou após adiamento
O julgamento já havia sido adiado em dezembro de 2025, após desentendimentos ocorridos em plenário e manifestações de pessoas que acompanhavam a sessão.
Nesta semana, o processo foi retomado e concluído no Fórum da Comarca de Jataí. Ao final, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de Diego pela morte de Ielly e rejeitou a versão de disparo acidental apresentada pela defesa.
A condenação encerra uma das etapas mais aguardadas do processo, quase três anos após a morte da jovem.