O diretor de futebol do Goiás Esporte Clube, Michel Alves, confirmou em entrevista coletiva os atrasos salariais no departamento de futebol, que tiveram início antes de 9 de maio e envolvem um mês de vencimentos além de algumas premiações pendentes. Ele reconheceu a delicadeza da situação financeira do clube, elogiou o comprometimento de atletas, comissão técnica e funcionários e descartou qualquer possibilidade de greve no elenco.
Reconhecimento das dificuldades financeiras
Michel Alves destacou que o Goiás atravessa um momento desafiador, porém ressaltou a seriedade com que o clube é tratado em viagens internacionais. “O Goiás é um clube de muita reputação e muita credibilidade. Quando a gente viaja fora do Brasil, somos tratados com muito respeito e admiração”, afirmou o diretor. Ele também ponderou sobre os impactos futuros: “Eu não posso ser hipócrita de falar que daqui a pouco não vai ter um impacto”. O dirigente enfatizou que não se trata de dois ou três meses de salários atrasados, mas apenas deste mês, e cobrou da diretoria maior equilíbrio para não prejudicar o foco da equipe.
Comprometimento do elenco e descarte de greve
Apesar das pendências, Alves elogiou a postura profissional de todos os envolvidos. “Há uma entrega muito grande de todos os profissionais. Os atletas têm um compromisso muito grande com a instituição”, declarou. Sobre eventuais paralisações, ele foi categórico: “Não, não, não. De forma nenhuma. Isso não é pauta”. O diretor ainda reforçou sua postura transparente: “Eu tenho que ser honesto comigo, com as pessoas que trabalham comigo no dia a dia e com o torcedor, que é o que move o clube”. Ele acrescentou que sua exigência junto à diretoria é justamente equilibrar as questões financeiras para preservar o desempenho em campo.