Téo José, narrador e comentarista de automobilismo, fez duras críticas às condições do asfalto do Autódromo Internacional Ayrton Senna em Goiânia após vistoria realizada durante eventos da Moto 1000GP. O profissional apontou que os reparos executados são apenas paliativos e não resolvem o problema estrutural da pista, especialmente na região conhecida como Bico do Papagaio. A preocupação cresce diante do retorno programado da MotoGP ao circuito em 2027 e dos problemas semelhantes observados em outras pistas reformadas pela mesma empresa responsável pela obra.
Críticas ao asfalto aplicado no autódromo
Téo José condenou publicamente a qualidade do pavimento recém-colocado, destacando que buracos já começam a aparecer e que soluções superficiais não garantirão segurança para as competições. Ele observou que a intervenção atual não atende às exigências de uma pista de alto nível e alertou para riscos futuros caso o governo de Goiás não adote medidas mais efetivas. O comentarista ressaltou ainda a necessidade de cobrar melhorias gerais no complexo, incluindo gramado adequado e iluminação em todos os pontos.
Eles colocaram um selante, pintaram e acham que vai resolver para a Moto 1000GP e para o Goiano de Marcas. Não vai. O dano é bem grande.
Téo José
Necessidade de nova intervenção completa
Para o especialista, a única solução viável é a aplicação de um novo asfalto que exija o fechamento prolongado do autódromo para cura adequada. Ele alertou que continuar com reparos pontuais resultará em interrupções constantes nas atividades do circuito. Téo José manifestou decepção com o resultado da obra e pediu que o Governo de Goiás trate o tema com seriedade para evitar prejuízos à imagem do autódromo e à segurança dos pilotos.
Está na hora do Governo de Goiás olhar com muito carinho e tomar uma atitude mais séria com relação ao circuito. Eu digo isso com o coração doído, porque acreditei que a gente realmente ia ter uma obra duradoura, e não é isso que eu estou vendo.
Téo José