Buscar

Cuidamos da sua privacidade

Utilizamos cookies para ver quais páginas você já viu em nosso jornal e para personalizar as propagandas para você. Ao continuar utilizando nosso site, você aceita esse uso. Por favor, leia nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

Famílias denunciam supostas condutas abusivas na mesma escola estadual de Anápolis envolvida em polêmica de áudio vazado

Relatos recebidos pelo Diário da Redação envolvem supostas humilhações, intimidações e declarações atribuídas à gestão da unidade; Secretaria de Educação foram procurados.
Famílias denunciam supostas condutas abusivas em escola estadual de Anápolis (Foto: ilustrativa/Governo de Goiás)

O Diário da Redação recebeu, nos últimos dias, uma série de denúncias envolvendo a gestão de uma escola estadual localizada na Vila Fabril, em Anápolis. As denúncias apontam para episódios que teriam causado constrangimento e sofrimento a estudantes e familiares e levantam questionamentos sobre a atuação da gestão da unidade.

Entre os casos que ganharam repercussão está o de um estudante que passou por uma crise emocional dentro da escola. Um áudio atribuído à diretora passou a circular e chegou ao conhecimento da reportagem. Na gravação, são ouvidas declarações relacionadas ao episódio de automutilação do aluno, incluindo frases como: “ele pode se cortar o tanto que ele quiser, quero que ele morra, corta mais fundo”.

A situação provocou indignação entre familiares. A mãe do estudante contou ao Diário da Redação que o filho já teria enfrentado outros episódios de constrangimento na escola e que, em diferentes ocasiões, os filhos chegaram em casa chorando após situações que teriam envolvido humilhações.

Em um dos episódios, segundo a família, o estudante teria sido acusado de roubo depois de levar dinheiro para comprar o lanche. A mãe afirma que o filho foi chamado de ladrão e que, diante da situação, precisou acionar uma vizinha, que confirmou ter entregado o dinheiro ao adolescente.

Na última sexta-feira, a mãe procurou novamente a gestão da escola para tratar do caso. Segundo ela, a diretora teria demonstrado desprezo diante da situação e afirmado que o estudante não teria nenhum problema e que estaria se cortando “para fazer graça”.

Diante do histórico de situações relatadas pela família, os filhos foram retirados da unidade. A mãe informou ainda que decidiu procurar a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), não apenas em razão do episódio envolvendo o filho, mas também por acreditar que outros estudantes podem estar passando por situações semelhantes.

Outras famílias procuram o Diário da Redação

Depois que o caso ganhou repercussão, outros familiares de estudantes da mesma escola procuraram a reportagem e apresentaram novas denúncias envolvendo a gestão.

Uma das acusações mais graves é de que a gestora, que estaria há mais de dez anos no cargo, teria circulado pelos corredores da unidade em algumas ocasiões portando um facão e feito comentários relacionados a cortes, chegando a mandar estudantes “se cortarem mais fundo”.

Também foram relatadas situações envolvendo a uma professora da unidade, que é ex-companheira da então diretora, agindo como se fosse a coordenadora da escola. Segundo familiares, estudantes teriam sido advertidos de que, caso realizassem gravações dentro da escola, seus responsáveis poderiam ser processados. Os alunos envolvidos também estariam sujeitos a suspensão.

As denúncias provocaram questionamentos entre pais e responsáveis sobre a forma como situações envolvendo estudantes estariam sendo conduzidas dentro da unidade. Entre os familiares, também circulam comentários de descrença quanto à possibilidade de responsabilização da gestão, com frases como “não vai dar em nada” e “ela tem as costas quentes”.

Posicionamento

Diante da gravidade das denúncias, o Diário da Redação procurou  a Subsecretaria de Estado da Educação para saber se os fatos são de conhecimento dos órgãos responsáveis e quais providências estão sendo adotadas.

A reportagem questionou a Secretaria sobre a existência de denúncias anteriores contra a unidade, eventual abertura de procedimento para apuração dos fatos, o conteúdo do áudio atribuído à diretora e as demais acusações apresentadas pelas famílias. Até o fechamento desta reportagem, o órgão não havia encaminhado um posicionamento oficial.

O espaço permanece aberto para manifestação. Caso haja retorno, a matéria será atualizada.

O Diário da Redação reforça que os relatos apresentados nesta matéria estão sendo tratados como denúncias e alegações feitas por familiares, e que eventuais responsabilidades deverão ser apuradas pelos órgãos competentes.

Artigo anterior
Entrevista de emprego: como se destacar na conversa com o recrutador

Relacionado à este artigo: