Um trecho do Rio das Antas, na região de Joanápolis, em Anápolis, chamou a atenção após imagens mostrarem uma quantidade significativa de espuma sobre a água. O registro foi feito nas proximidades da GO-560 e levantou questionamentos sobre as condições do manancial.
A formação de espuma, por si só, não permite determinar a origem do fenômeno. Segundo informações da Saneago, fatores como a baixa vazão do rio, a movimentação da água em áreas de queda e a presença de substâncias que reduzem a tensão superficial podem favorecer esse tipo de ocorrência. Entre os possíveis compostos estão aqueles encontrados em detergentes, sabões e produtos de limpeza.
A companhia também informou que a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Anápolis funciona de acordo com a legislação ambiental e que há aplicação contínua de antiespumante na saída das lagoas de tratamento.
O episódio reacende a atenção para a qualidade ambiental do Rio das Antas, um dos principais cursos d’água que atravessam Anápolis. Em agosto, Prefeitura e Universidade Estadual de Goiás (UEG) anunciaram uma parceria para realizar um diagnóstico da bacia, com monitoramento de indicadores e identificação de riscos ambientais.
A Prefeitura informou que encaminharia uma equipe ao local para verificar a situação. A análise técnica é importante para identificar a origem da espuma e avaliar se houve alteração relevante na qualidade da água.
Enquanto não houver uma conclusão dos órgãos responsáveis, não é possível afirmar que o fenômeno esteja relacionado a uma fonte específica de poluição.