A depressão pós-parto atinge cerca de uma em cada quatro puérperas no Brasil, o que reforça a necessidade de acompanhamento integral da mulher após o parto. O ginecologista e obstetra Gabriel Miguel, coordenador de obstetrícia e ginecologia do Ânima Centro Hospitalar em Anápolis, alerta para os desafios enfrentados pelas mães nesse período.
Transformações que agravam o quadro
A condição surge em meio a mudanças físicas, hormonais e emocionais intensas, agravadas por exaustão, culpa, insegurança e falta de rede de apoio. Esses fatores se combinam e podem comprometer o bem-estar da puérpera nos meses seguintes ao nascimento. O especialista destaca que o cuidado deve ir além do aspecto físico para incluir a saúde mental de forma contínua.
Resultados da pesquisa nacional
Dados da pesquisa Nascer no Brasil, conduzida pela Fiocruz, indicam que mais de 25% das mulheres apresentam sintomas entre seis e 18 meses após o parto. Essa evidência demonstra a importância de incluir a saúde mental no cuidado integral da maternidade em todo o país. Profissionais de diferentes áreas atuam juntos para oferecer suporte adequado.
Abordagem multidisciplinar no hospital
A saúde mental é um pilar fundamental da nossa maternidade. Médicos, enfermeiros e psicólogos trabalham em conjunto para criar um ambiente de segurança onde a mulher se sinta ouvida e respeitada, contando com suporte especializado para lidar com as transformações que o nascimento de um filho traz
Gabriel Miguel
Essa estratégia busca garantir que as puérperas recebam atenção completa e humanizada durante a recuperação. O modelo adotado no Ânima Centro Hospitalar serve como referência para outras instituições que desejam ampliar o suporte à saúde mental materna.