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Baldinhos verdes espalhados por Anápolis fazem parte de estratégia contra a dengue

Dispositivos instalados em árvores e espaços públicos utilizam método que busca reduzir a transmissão de dengue, zika e chikungunya
Os dispositivos, conhecidos como Dispositivos de Liberação de Ovos (DLOs), integram o Método Wolbachia. (Foto: Victor Melo | Prefeitura de Anápolis)

Quem circula por Anápolis pode ter percebido pequenos baldinhos verdes instalados em árvores, calçadas e outros espaços públicos. Os recipientes fazem parte de uma estratégia de combate à dengue, zika e chikungunya desenvolvida pela Prefeitura em parceria com o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os dispositivos, conhecidos como Dispositivos de Liberação de Ovos (DLOs), integram o Método Wolbachia. A técnica utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam uma bactéria natural capaz de dificultar a multiplicação dos vírus responsáveis pelas doenças.

Segundo a Prefeitura, aproximadamente 4 mil baldinhos foram instalados em 42 bairros de Anápolis em duas semanas. O objetivo é ampliar gradualmente a presença da bactéria entre os mosquitos que circulam pela cidade e, com isso, reduzir a capacidade de transmissão das arboviroses.

Como funcionam os recipientes?

Os baldinhos contêm ovos do mosquito, água e alimento para o desenvolvimento das larvas. Em cerca de 15 dias, os insetos completam o ciclo de desenvolvimento e deixam os dispositivos.

Depois, os mosquitos com Wolbachia se reproduzem com aqueles que já estão presentes no ambiente, contribuindo para que a bactéria seja transmitida às novas gerações.

A estratégia não busca eliminar todos os mosquitos, mas aumentar a proporção daqueles com menor capacidade de transmitir dengue, zika e chikungunya. O método não envolve modificações genéticas.

Prefeitura orienta moradores a não retirar os baldinhos

A administração municipal alerta que os recipientes não devem ser abertos, retirados ou mudados de lugar. A orientação é importante para garantir o funcionamento da estratégia e evitar que os dispositivos sejam danificados.

Durante uma vistoria em 1.670 pontos de instalação, as equipes identificaram a perda de 212 baldinhos. Alguns foram encontrados quebrados, descartados em lixeiras ou abandonados em calçadas e terrenos baldios.

Os registros ocorreram principalmente na região Central e nos bairros Copacabana, Boa Vista, Vila Norte e Vila Góis. A manutenção e a substituição dos dispositivos são realizadas pelas equipes responsáveis pelo projeto.

Mesmo com a implantação do método, a Prefeitura reforça que a participação dos moradores continua sendo necessária. A população deve manter os cuidados para evitar água parada, eliminar recipientes que possam servir de criadouros e manter caixas-d’água bem fechadas.

A recomendação é que, ao encontrar um baldinho verde instalado em espaço público, o morador não mexa no equipamento e permita que as equipes responsáveis façam o acompanhamento.

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