O vereador Fabrício Rosa (PT), de Goiânia, foi preso na sexta-feira, 17 de abril de 2026, por desacato a policiais militares durante um ato do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Santa Helena de Goiás, no sudoeste goiano. O incidente ocorreu em um trecho bloqueado da GO-210, onde manifestantes protestavam em memória ao massacre de Eldorado dos Carajás e denunciavam dívidas fiscais de uma usina local. Rosa foi solto após prestar depoimento, mas o caso gerou controvérsias sobre abuso de autoridade e conduta policial.
O ato do MST reuniu manifestantes, incluindo o coordenador nacional Leandro de Almeida Costa, que também foi detido. Segundo relatos, Fabrício Rosa filmava a ação policial quando foi derrubado no chão, com tentativa de apreensão de seu celular. A Polícia Militar de Goiás alegou que o vereador descumpriu ordens, proferiu ofensas e ofereceu resistência ativa, justificando o uso proporcional de força.
Após a detenção, Rosa e Costa foram levados a Rio Verde para exame de corpo de delito. O vereador divulgou fotos de hematomas, e sua assessoria afirmou que a prisão ocorreu por expor abuso de autoridade. O episódio destaca tensões entre movimentos sociais e forças policiais em manifestações rurais.
Reações e declarações
A Polícia Militar emitiu nota oficial explicando a ação. e , afirmou a corporação. Por outro lado, Fabrício Rosa criticou a conduta policial em vídeo divulgado. Sua assessoria reforçou: . O caso pode influenciar debates sobre direitos em protestos e fiscalização policial no estado de Goiás.
Contexto e implicações
O protesto remete ao massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido há 30 anos, e denuncia irregularidades fiscais em usinas. A soltura de Rosa após depoimento evita escalada imediata, mas levanta questões sobre o papel de parlamentares em atos públicos. Autoridades monitoram desdobramentos, enquanto o MST mantém agenda de mobilizações.