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Super El Niño pode elevar risco de mortes e afetar o Brasil, aponta estudo

Fenômeno climático extremo pode provocar ondas de calor, secas e enchentes, aumentando também os riscos à saúde da população
Modelos climáticos indicam super El Niño (Foto: UFMS

Um novo estudo chama atenção para os possíveis impactos de um Super El Niño, fenômeno climático associado a alterações intensas nas temperaturas e nos padrões de chuva em diferentes regiões do planeta.

De acordo com a estimativa apresentada pelo estudo, o evento poderia estar relacionado a até 450 mil mortes no mundo, principalmente em países mais vulneráveis às consequências do calor extremo e das mudanças no regime de chuvas.

O Brasil aparece entre os países que podem sofrer impactos significativos. A projeção citada estima cerca de 13,3 mil mortes relacionadas ao calor fora do padrão até fevereiro do próximo ano.

Além das altas temperaturas, o fenômeno pode favorecer períodos de seca e também episódios de chuva intensa e enchentes. Essas alterações podem afetar a produção de alimentos e aumentar a exposição da população a problemas como desnutrição, doenças respiratórias e enfermidades transmitidas por mosquitos, incluindo dengue e malária.

Os efeitos também tendem a atingir de maneira mais intensa grupos vulneráveis, especialmente idosos e pessoas que vivem em regiões com menor capacidade de resposta a eventos climáticos extremos.

O cenário reforça a importância do acompanhamento das condições climáticas e de medidas de prevenção diante de períodos de calor intenso e alterações no regime de chuvas.

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