O Vila Nova Futebol Clube recebeu uma multa de R$ 32 mil do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por incidentes ocorridos durante a partida contra o Operário-PR, válida pela Série B do Campeonato Brasileiro. A punição abrange denúncia de injúria racial feita pelo atacante Berto, arremesso de objetos em direção ao campo e conduta irregular de um gandula que escondeu bolas para retardar o jogo. O episódio aconteceu no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), em Goiânia, e envolveu confusão generalizada entre jogadores, comissão técnica e torcedores após o apito final.
Detalhes do julgamento no STJD
A decisão do STJD veio após análise de relatos e provas sobre os eventos. A injúria racial denunciada pelo atacante Berto do Operário-PR foi um dos pontos centrais, junto com o arremesso de objetos por torcedores e a atuação antidesportiva do gandula. Paulo Henrique Pinheiro, diretor jurídico do Vila Nova, destacou a gravidade do caso e as medidas adotadas pelo clube para combater o racismo.
Foi um julgamento de grande gravidade. Existia o risco de perda de mando de campo e até de pontos, o que poderia impactar diretamente a competição.
Paulo Henrique Pinheiro
Medidas adotadas pelo clube
O Vila Nova colaborou com as autoridades desde o início, identificando o torcedor responsável pela injúria racial e seguindo o protocolo antirracismo da CBF. Essa cooperação ajudou a mitigar punições mais severas, como perda de mando de campo ou pontos na Série B. Pinheiro enfatizou o esforço conjunto para resolver o incidente de forma responsável.
Foi um trabalho conjunto. O clube adotou todas as medidas previstas no protocolo antirracismo da CBF, identificou o torcedor e colaborou com as autoridades desde o primeiro momento.
Paulo Henrique Pinheiro
A multa de R$ 32 mil serve como alerta para clubes e torcedores sobre a importância de condutas éticas no futebol brasileiro. Incidentes como esse podem afetar a imagem da Série B e reforçam a necessidade de ações preventivas contra o racismo e a violência nos estádios.