Buscar

Cuidamos da sua privacidade

Utilizamos cookies para ver quais páginas você já viu em nosso jornal e para personalizar as propagandas para você. Ao continuar utilizando nosso site, você aceita esse uso. Por favor, leia nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

Sargento goiano que viralizou em perfil turco tem trajetória marcada por obstáculos e dedicação à família

Policial militar de Formosa, Diego Gonçalves alcançou repercussão internacional após fotos com tatuagens chamarem a atenção nas redes sociais. Antes de conquistar espaço na CPE, ele precisou refazer o caminho para ingressar na corporação.
A história que começou com fotografias de um policial goiano ultrapassou fronteiras e revelou uma trajetória que vai além da aparência. (Foto: reprodução)

O rosto sério, as tatuagens na cabeça e no pescoço e o porte físico chamaram a atenção de internautas de diferentes países. Mas, por trás das fotografias que levaram um policial militar goiano a viralizar na internet, existe uma história de persistência, mudanças profissionais e dedicação à família.

O 3º sargento Diego Gonçalves, integrante da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, ganhou projeção internacional depois que imagens suas foram compartilhadas pelo perfil turco Bayrak Medya, em 30 de outubro. A publicação alcançou aproximadamente 5 milhões de visualizações.

Entre as fotografias divulgadas, uma mostra o militar fardado e outra registra um momento de carinho com uma das filhas, carregada em um canguru. O contraste entre a imagem de policial de expressão fechada e a cena de paternidade despertou a curiosidade dos usuários.

A repercussão surpreendeu o próprio Diego, que afirma não ter muito hábito de utilizar as redes sociais. A conta no Instagram, inclusive, foi criada pela esposa, Tharlayne Leal, inicialmente para compartilhar conteúdos do cotidiano, memes e registros de uma paixão que os dois têm em comum: carros antigos.

Um sonho que precisou ser retomado

A trajetória de Diego na Polícia Militar de Goiás começou em 2010, quando foi aprovado no concurso e concluiu o curso de formação. Entretanto, acabou desligado da corporação em razão de uma restrição relacionada às tatuagens. Seis anos depois, com mudanças nas regras, ele refez o concurso e passou novamente pelas etapas exigidas, conseguindo retornar à instituição em 2016.

Antes de chegar à CPE, o policial teve uma trajetória profissional diversificada. Trabalhou como boia-fria, mototaxista, operador de câmera, entre outras atividades. Também investiu na formação acadêmica: conquistou uma bolsa pelo ProUni, graduou-se em Direito e fez pós-graduação em Direito Público.

Após atuar em diferentes cidades, conseguiu ingressar na Companhia de Policiamento Especializado, onde permanece atualmente.

Uma homenagem à família

As tatuagens também carregam um significado pessoal. Segundo Diego, a inscrição na cabeça representa uma homenagem à esposa e às três filhas, que ele considera suas maiores inspirações.

Com a repercussão internacional, o policial passou a enxergar nas redes sociais uma oportunidade de compartilhar experiências, oferecer orientações de estudo para quem deseja ingressar na Polícia Militar e incentivar outras pessoas que também sonham com a carreira.

Artigo anterior
Funcionários da Disney e da Universal são presos em operação contra tráfico humano e abuso de menores

Relacionado à este artigo: