A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, a Operação Sem Refino para investigar um conglomerado econômico do ramo de combustíveis. A ação apura indícios de ocultação patrimonial, evasão de recursos ao exterior, fraudes fiscais e inconsistências operacionais em uma refinaria vinculada ao grupo. Os mandados foram cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, com apoio técnico da Receita Federal.
Medidas cautelares adotadas
Foram executados 17 mandados de busca e apreensão e sete afastamentos de função pública. Um dos investigados foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, e cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros foram bloqueados. As atividades econômicas das empresas envolvidas também foram suspensas. Essas providências visam impedir a continuidade de eventuais práticas ilícitas enquanto a investigação prossegue.
Vinculação com a ADPF 635
A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da ADPF 635/RJ, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro. O Supremo Tribunal Federal acompanha o caso, que busca esclarecer possíveis ligações entre o grupo econômico e irregularidades no setor de combustíveis. A operação reforça o combate a estruturas que utilizam complexas redes societárias para dissimular bens.
Próximos passos da apuração
As análises contábeis e financeiras realizadas pela Receita Federal continuam em andamento para identificar a extensão das fraudes. Os investigados poderão apresentar defesa no decorrer do processo, que tramita sob sigilo. A Polícia Federal informa que novos desdobramentos serão divulgados conforme o avanço das diligências.