O Ministério Público de Goiás (MPGO) vai recorrer da dosimetria da pena aplicada a Wanderson dos Santos Sousa, condenado a 16 anos e 8 meses de prisão por tentativa de feminicídio. O julgamento ocorreu em 29 de maio de 2026, em Anápolis, e o recurso deve ser protocolado na semana de 2 de junho de 2026. A decisão da juíza Cristiane Moreira Lopes Rodrigues reconheceu a tentativa de feminicídio com três causas de aumento de pena e invasão de domicílio à noite, mas aplicou redução entre um terço e dois terços da pena por se tratar de tentativa.
Contexto do crime e da condenação
O crime aconteceu em 26 de maio de 2025, quando o réu invadiu a residência da vítima Mariana Altiva de Melo durante a noite. O Conselho de Sentença considerou que Wanderson dos Santos Sousa esgotou os atos executórios, aplicando 25 facadas em regiões vitais. A promotoria, representada por Eliseu Belo, sustenta que a redução da pena não reflete a gravidade concreta do fato.
Posição do ministério público
não apenas pela gravidade em concreto do crime
Eliseu Belo
ele esgotou os atos de execução, imaginou que ela estivesse morta. Foram 25 facadas em regiões vitais, do pescoço, da coluna vertebral, no peito também, e ela foi encontrada desfalecida, com muito sangue no chão
Eliseu Belo
Se ela não tivesse sido socorrida rapidamente pelo Samu, com o atendimento muito bem feito no hospital, ela teria falecido
Eliseu Belo
O MPGO busca o aumento da pena com base na análise dos elementos do processo. O promotor Eliseu Belo destacou que a vítima sobreviveu apenas devido ao socorro imediato. A defesa ainda pode apresentar contrarrazões antes do julgamento do recurso pelo tribunal competente.