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Motorista de aplicativo é preso em Anápolis suspeito de importunação sexual contra passageira

Investigado teria retirado a própria calça durante a corrida e insistido para que a passageira se aproximasse; prisão preventiva foi cumprida pela Polícia Civil.

A Polícia Civil de Goiás cumpriu, nesta quarta-feira (12), um mandado de prisão preventiva contra um motorista de transporte por aplicativo investigado por suspeita de importunação sexual contra uma passageira, em Anápolis.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), sob responsabilidade da Delegada Isabella Joy. Segundo o depoimento da vítima, ela havia solicitado uma corrida pelo aplicativo Uber e, no início do trajeto, o motorista teria iniciado uma conversa, fazendo perguntas pessoais, inclusive sobre onde ela morava.

Motorista de aplicativo é preso acusado de importunação sexual com uma passageira em Anápolis (Foto: reprodução)

Ainda conforme o relato, durante a viagem, o comportamento do motorista teria assumido caráter sexual. A passageira afirmou que ele teria reclinado o banco do veículo, retirado a própria calça e perguntado se ela “queria sentar”. Diante da negativa, o investigado teria insistido para que ela se aproximasse.

Assustada, a vítima tentou abrir a porta do carro para deixar o veículo. Segundo a Polícia Civil, o motorista teria acionado a trava elétrica, impedindo momentaneamente a saída. A passageira conseguiu abrir parcialmente a porta e colocar o braço para fora. Em seguida, aproveitou uma oportunidade para desembarcar e correu até um estabelecimento comercial próximo, onde pediu ajuda.

Após o registro da ocorrência e a realização das diligências, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, considerando a gravidade dos fatos apurados.

O pedido foi deferido pelo Poder Judiciário e o mandado foi cumprido pela Polícia Civil nesta quarta-feira. Após os procedimentos legais, o investigado permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação. As acusações ainda serão analisadas no curso do processo, e o investigado tem direito à defesa e à presunção de inocência.

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