Famílias de pacientes internados no Ânima Centro Hospitalar, em Anápolis, têm sido alvo de golpes aplicados por meio de WhatsApp e telefonemas. Criminosos se passam por médicos para solicitar transferências imediatas de valores sob a alegação de cirurgias de urgência não cobertas pelos planos de saúde, explorando a vulnerabilidade emocional de parentes em momentos críticos.
Modo de operação dos golpistas
O golpista enviava mensagens pelo WhatsApp se passando por médico do hospital, ligava detalhando supostos problemas médicos e urgência de microcirurgia, solicitava transferência imediata de valores prometendo reembolso pelo plano de saúde em até 10 dias. As abordagens incluíam detalhes precisos sobre o quadro clínico das vítimas para ganhar credibilidade.
já não é líquido mais. O coágulo já se tornou sólido. Eu preciso de uma microcirurgia parcial agora, seguido do anestesista e das medicações
golpista
Foi identificado uma infecção pulmonar aguda seguida de um coágulo sanguíneo. E a nossa preocupação é devido a essa bactéria. Por se tratar de uma infecção aguda, ela é imprevista
golpista
Casos registrados em Anápolis
Em abril de 2025, Rayssa Patrícia teve a filha internada na UTI e foi contatada pelo golpista que se apresentava como doutor Bruno Cesar. Seu irmão também recebeu abordagens semelhantes. Um segundo caso envolvendo outra família de paciente com câncer foi relatado cerca de cinco dias antes da publicação desta matéria. Rayssa Patrícia descreveu a precisão das informações usadas pelo criminoso.
ele sabia de tudo, sabia que eu tinha plano de saúde, o meu contato de telefone, o problema que a menina tinha, sabia de tudo dela
Rayssa Patrícia
Impacto nas famílias atingidas
Os golpes visam explorar a falta de tempo e o estado de alerta de familiares de pacientes em estado grave. As transferências eram solicitadas com urgência, sempre com a promessa de reembolso rápido pelo plano de saúde. Até o momento, dois episódios foram confirmados no Ânima Centro Hospitalar, ambos em Anápolis.