A Amazônia enfrenta novos focos de incêndio que ameaçam a floresta e comunidades tradicionais. Na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, em Altamira, no Pará, o fogo avança desde quarta-feira (7) sobre áreas de vegetação, plantações e moradias. Famílias perderam casas e uma escola foi destruída. A dificuldade de acesso, agravada pelo baixo nível dos rios, dificulta a chegada das equipes de socorro.
No Amazonas, a situação também preocupa. Manaus amanheceu coberta por fumaça pelo terceiro dia consecutivo neste sábado (10). A qualidade do ar chegou a níveis considerados péssimos, levando à suspensão de aulas da rede municipal e à emissão de alertas para que a população evite a exposição à fumaça.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama já extinguiu 229 incêndios no Amazonas nesta temporada, mas ainda combate outros 20 focos ativos. Após dias de queimadas, o governo federal anunciou o reforço das operações com 290 brigadistas e seis aeronaves para apoiar o trabalho em áreas atingidas.
Além da destruição da vegetação e da ameaça à fauna, os incêndios comprometem a saúde das comunidades e colocam em risco os meios de subsistência de quem depende diretamente da floresta. O avanço das chamas reforça a urgência de ações de combate, fiscalização e prevenção para conter novos danos ambientais e proteger as populações afetadas.