Os primeiros exames feitos para investigar a morte de Hellena Soares do Nascimento, de oito meses, deram negativo para doença meningocócica bacteriana. Os resultados, concluídos na terça-feira (15), também identificaram rinovírus. A presença do vírus, porém, não estabelece por si só a causa do óbito. Outros exames seguem em andamento.
Antes de morrer, Hellena passou pela UPA Pediátrica de Anápolis e foi transferida para um hospital em Pirenópolis. A família questiona o atendimento recebido pela criança.
Segundo a Prefeitura de Anápolis, as avaliações feitas na UPA não identificaram sinais clínicos de irritação das meninges. Exames apontaram uma alteração pulmonar, e a equipe investigava um possível quadro infeccioso e respiratório. O município afirma que a bebê permaneceu em observação, passou por reavaliações e foi incluída na regulação estadual para obter uma vaga hospitalar.
Ainda de acordo com a Prefeitura, uma vaga foi disponibilizada inicialmente em Águas Lindas de Goiás, mas os responsáveis recusaram a transferência para aquela cidade. Depois, surgiu uma vaga em Pirenópolis. Hellena foi encaminhada ao hospital, onde seu estado de saúde se agravou e ela morreu.
Questionamentos sobre o atendimento
A morte da bebê provocou manifestações nas redes sociais e levantou dúvidas sobre a assistência prestada na UPA Pediátrica. Publicações chegaram a associar o caso a uma suspeita de meningite e a uma possível negligência médica.
Até o momento, não há confirmação oficial de negligência. O resultado negativo para doença meningocócica bacteriana também não encerra a investigação sobre o que causou a morte de Hellena. A conclusão depende dos exames ainda pendentes e da análise do quadro clínico da criança.