O Tribunal do Júri de Anápolis decidirá nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, o destino de um dono de bar acusado de homicídio após matar um assaltante de 19 anos durante um roubo armado no estabelecimento. O julgamento está marcado para começar às 8h e deve terminar por volta do meio-dia, conforme informações do Tribunal de Justiça de Goiás. O réu reagiu ao ataque disparando quatro tiros, um deles fatal no tórax do jovem, Caso ocorreu em 2014.
O caso chegou ao júri após o juiz de primeiro grau e o TJGO não reconhecerem de forma incontestável a legítima defesa nas fases iniciais do processo. O réu alega ter agido para proteger a própria vida e a da esposa, que estava no local no momento do assalto. As circunstâncias do confronto serão analisadas detalhadamente pelos jurados durante a sessão.
Posição do promotor no processo
O promotor Eliseu Belo defende que o réu agiu em legítima defesa para proteger a própria vida e a da esposa, em momento de extremo estresse, sem excessos, e que o caso não deveria ter chegado ao júri. Ele destacou que um desembargador já havia apontado a plausibilidade do reconhecimento da legítima defesa.
Interessante notar que houve um desembargador que falou que o caso não deveria ir ao júri e deveria ser encerrado já naquele momento […] Ele levantou uma questão que haveria uma grande plausibilidade no pedido de reconhecer a legítima defesa do réu
Eliseu Belo
Expectativa para a decisão final
A sessão do Tribunal do Júri deve esclarecer se houve excesso na reação do dono do bar ou se as ações se limitaram à repulsa imediata da agressão. O veredicto definirá se o réu será absolvido ou condenado pelo homicídio. O julgamento atrai atenção pela discussão sobre os limites da legítima defesa em situações de assalto.