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Deputado Gayer cobra de Lula inclusão de vacina contra meningite B no SUS após rejeição orçamentária

Gustavo Gayer pediu informações ao governo sobre imunizante - Foto divulgação

O deputado federal Gustavo Gayer (PL), pré-candidato ao Senado por Goiás, apresentou esta semana uma indicação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitando informações sobre medidas para incorporar a vacina contra meningite do sorogrupo B ao calendário do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa surge após a publicação no Diário Oficial da União, em 17 de abril de 2026, de uma negativa do governo federal à inclusão da vacina, citando impacto orçamentário e questões de custo-efetividade. Gayer busca detalhes sobre critérios de equidade, transparência e eficiência na alocação de recursos, visando ampliar a cobertura vacinal pública e reduzir complicações graves em crianças e adolescentes.

A indicação foi direcionada à Casa Civil e pede que o governo federal esclareça os passos para viabilizar a inclusão da vacina no SUS. Gustavo Gayer enfatiza a necessidade de transparência nos processos decisórios, especialmente após a rejeição baseada no alto custo do esquema vacinal completo, estimado em R$ 2 mil por pessoa. Essa medida parlamentar reflete preocupações com a saúde pública, já que o sorogrupo B representa cerca de 40% dos casos de meningite no Brasil.

O deputado argumenta que a incorporação poderia prevenir incidências graves, beneficiando principalmente populações vulneráveis. A solicitação ocorre em um momento de debates sobre alocação de recursos no setor de saúde, com o governo priorizando eficiência orçamentária. Gayer, como pré-candidato, posiciona-se como defensor de políticas de saúde acessíveis, pressionando por respostas claras do Executivo.

Justificativa e impactos na saúde pública

A meningite do sorogrupo B é uma preocupação significativa, com potencial para causar sequelas graves ou fatais em crianças e adolescentes. A inclusão da vacina no SUS ampliaria o acesso gratuito, reduzindo desigualdades regionais e sociais no Brasil. No entanto, o governo federal destacou o impacto financeiro como barreira, equilibrando custos com benefícios em termos de custo-efetividade.

Especialistas em saúde pública apoiam iniciativas como essa para fortalecer o calendário vacinal, especialmente diante de dados que mostram alta prevalência do tipo B. A indicação de Gayer pode estimular discussões mais amplas no Congresso sobre prioridades orçamentárias para vacinas. Enquanto isso, o SUS continua a oferecer outras vacinas contra meningite, mas a ausência do sorogrupo B deixa uma lacuna na proteção integral.

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