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Criança de 6 anos passa por inédito cateterismo cardíaco em Anápolis

Menina nasceu com cianose grave e ficou 47 dias internada
Lívia Maria protagonizou cirurgia cardíaca inédita no Ânima Centro Hospitalar, em Anápolis. (Foto: Divulgação)

Uma criança de seis anos com atresia pulmonar realizou em Anápolis um procedimento cardíaco pediátrico inédito que corrigiu a malformação congênita por meio de cateterismo minimamente invasivo. A intervenção permitiu duas correções definitivas simultâneas no Ânima Centro Hospitalar, localizado na Avenida Brasil Norte, sem necessidade de cirurgia de peito aberto. O caso da paciente Lívia Maria Alves dos Santos marca um avanço nas terapias pediátricas complexas na região.

Histórico da paciente

Lívia já enfrentava desafios desde o nascimento. O pai, Roberto Alves de Souza, relata que ela nasceu com cianose grave e precisou de cirurgia de urgência em Brasília no terceiro dia de vida, resultando em 47 dias de internação. Essa trajetória de lutas repetidas motivou a busca por uma solução menos agressiva que evitasse intervenções futuras ao longo da vida.

já nasceu roxa. No terceiro dia de vida, precisou de uma cirurgia de urgência em um hospital de Brasília. Foram 47 dias de internação e muita luta

Roberto Alves de Souza

Detalhes do procedimento

O cardiologista Fabrício Caied coordenou a equipe que executou o cateterismo com alto nível técnico. A abordagem minimamente invasiva corrigiu a atresia pulmonar em uma única sessão, reduzindo riscos e tempo de recuperação. Segundo o médico, terapias pediátricas complexas por via minimamente invasiva oferecem impacto direto na qualidade do cuidado prestado às crianças.

terapias pediátricas complexas por via minimamente invasiva, com alto nível técnico e impacto direto na qualidade do cuidado

Fabrício Caied

Resultados e perspectivas

Após a intervenção, Lívia apresentou rápida evolução, sem febre ou dor, e recebeu alta em poucos dias. O pai destaca que, diferentemente da maioria das crianças com o mesmo diagnóstico, ela não precisará de cirurgias repetidas graças ao cateterismo. O procedimento representa uma exceção positiva que melhora a qualidade de vida da paciente e abre caminho para tratamentos semelhantes no futuro.

O médico disse que, de cada dez crianças que nascem com o problema dela, nove precisam de cirurgias a vida toda. A Lívia é a exceção que não vai precisar mais, graças a esse cateterismo maravilhoso. Ela entrou para a cirurgia à tarde e em poucos dias já estava super bem, sem febre, sem dor

Roberto Alves de Souza
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