O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto, confirmou em 12 de maio de 2026 que a entrada de parlamentares armados no plenário continua proibida, mesmo após o requerimento protocolado pelo deputado Major Araújo (PL). A decisão foi tomada após um confronto verbal ocorrido em 7 de maio entre Major Araújo e o também deputado Amauri Ribeiro (PL), marcado por ofensas, ameaças e convites para agressão física. Peixoto acionou a Corregedoria e o Conselho de Ética para analisar possíveis punições, mantendo a regra vigente sem alterações.
Major Araújo justificou o pedido alegando ameaças pessoais e falta de segurança no ambiente legislativo, afirmando que não pretende disputar agressões físicas. As disputas internas no PL goiano, incluindo críticas ao senador Wilder Morais, escalaram para trocas de acusações que motivaram o protocolo do requerimento. Peixoto reforçou que a proibição atual se aplica a todos os parlamentares e que qualquer denúncia será avaliada com rigor.
Posicionamento da mesa diretora
Em declarações oficiais, o presidente da Alego destacou a necessidade de celeridade nas análises conduzidas pelo vice-presidente corregedor Júlio Pina e pelo presidente do Conselho de Ética Charles Bento. Ele alertou que punições serão aplicadas caso os limites éticos sejam ultrapassados. A medida busca preservar a ordem no plenário e evitar que conflitos verbais evoluam para situações de maior gravidade.
A regra hoje é que ninguém pode entrar armado no plenário. Isso vai continuar apesar do pedido dele.
Bruno Peixoto
Apresentei um requerimento para que a mesa diretora me autorize vir para o plenário armado. A gente sido alvo de ameaças, agressão, ‘chamar para os tapas’ e eu não vou disputar nada nos tapas. Se alguém me encostar a mão, eu vou exercer o meu direito de legítima defesa garantido pela constituição e pela lei penal.
Major Araújo