Tem coisas que não se explicam, os árabes na cidade escolheram o time de três cores, lá em casa, ao contrário, todos fomos de vermelho, cor da paixão carnal, da sensualidade e por que não dizer do magnetismo pessoal, cor que transmite coragem, estimula o movimento, e assim seguimos a toada do pai, transmitindo o mesmo amor, a mesma paixão aos filhos e netos. Como na música imortalizada por Fafá “A cor do meu batuque, tem o toque, tem o som da minha voz
Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão – meu coração é vermelho, de vermelho vive o coração
Falar da Anapolina é falar de uma paixão que tem cor — e essa cor é o vermelho.
A Anapolina, a nossa Rubra, não é apenas um clube de futebol. É um estado de espírito. É a vibração que começa no peito e termina na garganta rouca de tanto cantar. É o vermelho que não se veste apenas no corpo, mas que se entranha na alma.
Gostar das cores da Rubra é gostar do fogo.
É carregar no coração a chama que não se apaga mesmo nos dias difíceis.
É entender que o vermelho não é só pigmento — é pulsação.
O vermelho da Anapolina é sangue que corre acelerado quando o time entra em campo.
É pôr do sol em Anápolis depois de uma vitória suada.
É a memória das arquibancadas, das bandeiras ondulando como labaredas ao vento.
Ser rubra é aceitar que o amor não depende de divisão, de fase ou de resultado.
É permanecer.
É acreditar.
É voltar sempre.
Há quem torça.
Mas há quem pertença.
E quem ama a Rubra pertence a esse vermelho —
um vermelho que não mancha,
não desbota,
não se negocia.
É paixão antiga, dessas que não se explicam:
apenas se sentem.
E quando alguém pergunta por que tanto amor, a resposta é simples —
porque há cores que se veem,
e há cores que se vivem.
23/02/2026
RUBRA
Por que sou rubra?