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Março Amarelo chama atenção para doença que afeta mais de 7 milhões de brasileiras

13 de março reforça a luta pela conscientização sobre a endometriose
A endometriose pode levar muitos anos para ser diagnosticada (Foto: reprodução)

O dia 13 de março marca o Dia de Luta pela Conscientização da Endometriose, uma data dedicada a ampliar o debate sobre a doença e incentivar o diagnóstico precoce. A mobilização faz parte da campanha Março Amarelo, que busca informar a população sobre os sintomas, os impactos na qualidade de vida das mulheres e a importância do acompanhamento médico.

A endometriose é uma doença ginecológica crônica caracterizada pelo crescimento do tecido semelhante ao endométrio  que reveste o interior do útero fora da cavidade uterina. Esse tecido pode se desenvolver em órgãos como ovários, trompas, intestino e bexiga, provocando inflamação, dor intensa e, em alguns casos, infertilidade.

Entre os sintomas mais comuns estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais ou urinárias no período menstrual e dificuldade para engravidar. Apesar de frequente, o diagnóstico costuma demorar anos, já que muitos sintomas são confundidos com cólicas menstruais consideradas “normais”.

De acordo com estimativas de especialistas e entidades médicas, mais de 7 milhões de brasileiras convivem com a endometriose. Em escala global, a doença pode afetar cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva.

Campanhas como o Março Amarelo têm como objetivo ampliar o conhecimento sobre a doença e reduzir o tempo de diagnóstico, que pode levar de sete a dez anos desde o surgimento dos primeiros sintomas. A conscientização é considerada fundamental para que mulheres procurem avaliação médica ao perceber sinais persistentes e possam iniciar o tratamento adequado.

Embora não tenha cura definitiva, a endometriose pode ser controlada com tratamento individualizado, que pode incluir medicamentos, terapias hormonais e, em alguns casos, cirurgia. O acompanhamento especializado é essencial para reduzir a dor, preservar a fertilidade quando desejado e melhorar a qualidade de vida das pacientes.

Especialistas destacam que falar sobre a doença é um passo importante para romper tabus e garantir que mais mulheres tenham acesso à informação, diagnóstico e tratamento.

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