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Ex-presidente do Vila Nova é preso por injúria racial contra atacante do Operário-PR

Geso Oliveira / Ex-Presidente do Vila Nova

No dia seguinte à partida entre Vila Nova e Operário-PR, realizada em 19 de abril de 2026, o ex-presidente do Vila Nova, Geso Oliveira, foi preso em flagrante por injúria racial contra o atacante Berto, do time paranaense. O incidente ocorreu durante um tumulto pós-jogo no Estádio OBA, em Goiânia, onde Berto relatou ter sido chamado de “macaquinho” por Oliveira. A prisão aconteceu na Central de Flagrantes, e Oliveira foi liberado com medidas cautelares, incluindo a proibição de frequentar estádios.

Detalhes do tumulto pós-jogo

A confusão eclodiu logo após o apito final da partida, envolvendo jogadores, dirigentes e até um torcedor identificado. Berto, atacante do Operário-PR, foi o principal alvo da ofensa racial proferida por Geso Oliveira, ex-presidente do Vila Nova. De acordo com relatos, Oliveira passou a noite detido e só foi solto mediante imposição de restrições judiciais, como a vedação de acesso a eventos esportivos.

O episódio destacou questões persistentes de racismo no futebol brasileiro, com Berto expressando sua indignação imediatamente após o ocorrido. Autoridades agiram rapidamente, registrando o flagrante e iniciando procedimentos legais. O vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, também se pronunciou sobre o caso, distanciando o clube da atitude de Oliveira.

Reações e declarações das partes envolvidas

Berto, visivelmente abalado, compartilhou sua experiência em entrevistas, enfatizando o impacto emocional do insulto. Ele destacou a tristeza de ainda enfrentar preconceito em ambientes esportivos, onde o foco deveria ser o trabalho e a competição. Suas palavras repercutiram, chamando atenção para a necessidade de combate ao racismo no esporte.

Fui chamado de ‘macaquinho’. É muito triste ainda acontecer esse tipo de coisa dentro de um estádio de futebol.
Na hora fiquei muito nervoso, porque isso não pode acontecer. A gente está ali para trabalhar.

Do lado do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo expressou constrangimento em nome da instituição. Ele afirmou que o incidente não reflete a história do clube e lamentou o ocorrido. A declaração busca preservar a imagem da agremiação diante do escândalo.

Nosso clube se sente envergonhado pelo que aconteceu. É uma situação que não representa a história da agremiação.

Implicações legais e no futebol

A acusação de injúria racial contra Geso Oliveira pode resultar em penalidades mais severas, dependendo do andamento do processo judicial. Medidas cautelares já impostas limitam sua presença em estádios, o que afeta sua relação com o esporte. O caso reforça debates sobre tolerância zero a discriminações em eventos esportivos no Brasil.

Enquanto isso, o Vila Nova e o Operário-PR seguem suas campanhas, mas o episódio serve de alerta para clubes e federações. Autoridades esportivas podem intensificar protocolos contra racismo, promovendo um ambiente mais inclusivo. O desfecho do processo será acompanhado de perto pela comunidade futebolística.

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