Buscar

Cuidamos da sua privacidade

Utilizamos cookies para ver quais páginas você já viu em nosso jornal e para personalizar as propagandas para você. Ao continuar utilizando nosso site, você aceita esse uso. Por favor, leia nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

Denúncia de bullying em Colégio Militar de Anápolis mobiliza pais nas redes sociais e levanta debate sobre violência escolar

Mãe afirma que filho sofreu perseguições dentro do Colégio e caso gerou relatos semelhantes de outras famílias nas redes sociais
Colégio da Polícia Militar CEPMG (Foto: Reprodução)

Uma denúncia feita por uma mãe nas redes sociais desencadeou uma onda de relatos de pais sobre episódios de bullying envolvendo alunos do Colégio da Polícia Militar Gabriel Issa. O caso ganhou repercussão no Instagram após a mãe relatar a situação vivida pelo filho e afirmar que buscou diversas instâncias sem obter solução.

Segundo a mãe, identificada como Luana Pacheco, o filho vinha sofrendo perseguições por colegas desde o ano passado. De acordo com o relato, as provocações começaram com apelidos e comentários ofensivos, incluindo insinuações sobre a sexualidade do estudante.

“Ele disse que não contou antes porque os meninos falavam que, se ele contasse para alguém, estaria provando algo que ele não era. Então ele ficou quieto esperando que parassem”, contou a mãe. A situação teria se agravado ao longo dos meses e mão resolveu denunciar.

Denúncias em diferentes órgãos

Luana afirma que procurou a direção da escola e também registrou ocorrências em diferentes órgãos. Entre eles:

  • Delegacia
  • Conselho Tutelar
  • Secretaria de Educação

Ela relata que, inicialmente, a escola informou que não poderia tomar providências por falta de provas. Posteriormente, uma testemunha teria apresentado um relato confirmando as situações de bullying. Mesmo assim, segundo a mãe, ela foi informada de que seria difícil aplicar medidas porque os fatos teriam sido relatados após os acontecimentos.

“Eu deixei claro que não queria prejudicar ninguém, mas que eles precisavam aprender que isso era errado”, afirmou.

Revelações durante atendimento no Conselho Tutelar

O momento mais delicado do caso ocorreu durante um atendimento no Conselho Tutelar. De acordo com a mãe, o filho revelou informações que ainda não havia contado. Segundo ela, o menino disse que tentou se aproximar dos colegas e fazer amizade para tentar reduzir as agressões verbais. No entanto, afirmou que as piadas e provocações continuaram.

Durante o relato, o estudante chorou e contou que chegou a pensar em tirar a própria vida. “Ele disse que pensava em se matar porque achava que ele era o problema da sala”, relatou a mãe.

Ainda de acordo com ela, o filho disse que desistiu da ideia ao pensar nos animais de estimação da família, que teriam se tornando um ponto de ajuda nos momentos de solidão.

A mãe afirma que o filho segue emocionalmente abalado e que a família busca apoio para lidar com as consequências do que aconteceu.

Mobilização nas redes sociais

Após o relato ser publicado no Instagram, outras mães começaram a compartilhar experiências semelhantes envolvendo bullying escolar.

Entre os relatos, uma mãe publicou fotos de agressões que, segundo ela, o filho sofreu anos atrás dentro de uma escola durante uma aula de educação física. Outras famílias também comentaram sobre episódios de humilhação, agressões e traumas vividos pelos filhos.

A repercussão gerou um debate entre pais sobre a necessidade de combater o bullying nas escolas e de não tratar esse tipo de comportamento como “brincadeira de criança”.

Debate sobre bullying

Especialistas em educação e psicologia alertam que o bullying pode causar impactos profundos no desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes, incluindo ansiedade, depressão e isolamento social.

A repercussão do caso também reacendeu discussões sobre protocolos de prevenção, acolhimento e responsabilização em instituições de ensino.

Até o momento, a mãe afirma que pretende continuar buscando providências.

“Eu disse que não vou desistir. Independentemente de quem seja, eu vou até o fim”, declarou.

Artigo anterior
Adversário do Anápolis na terceira fase da Copa do Brasil é definido

Relacionado à este artigo: