A Polícia Civil avançou nas investigações sobre a morte da corretora Daiane Alves Sousa, de 43 anos, ao realizar uma simulação no condomínio onde ela desapareceu, com testes de som e trajetória de disparos para apurar se a vítima foi morta a tiros no subsolo do prédio. A confirmação da causa da morte, no entanto, depende do laudo pericial da ossada encontrada.
Os investigadores também analisam um intervalo de cerca de oito minutos sem gravação nas câmeras de segurança, considerado crucial. Há suspeita de interferência no sistema de monitoramento no momento em que Daiane pode ter sido abordada. Registros de acesso, imagens e dados dos elevadores indicam que ela não deixou o prédio sozinha, reforçando a hipótese de que o crime ocorreu dentro do condomínio.
O síndico Cléber Rosa de Oliveira e o filho dele, Maicon Douglas, foram presos por suspeita de envolvimento no homicídio. Cléber confessou ter agido sozinho, mas a polícia aponta que o filho teria ajudado a atrapalhar as investigações e a destruir provas. As prisões foram mantidas pela Justiça.
Daiane desapareceu em 17 de dezembro, após descer à garagem para restabelecer a energia do apartamento, que, segundo a polícia, teria sido desligada pelo síndico. Havia histórico de conflitos entre os dois. A ossada foi localizada 42 dias depois, em uma área de mata às margens da GO-213, e identificada por DNA.
A família aguarda a liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal para realizar o sepultamento, enquanto a perícia tenta esclarecer a dinâmica do crime.