O município de Anápolis, em Goiás, registrou uma significativa melhora em suas contas públicas, passando de um déficit primário de R$ 270 milhões no terceiro quadrimestre de 2024 para um superávit de R$ 194 milhões. Essa virada é atribuída a medidas de contenção de despesas e eficiência fiscal implementadas pela administração local, liderada pelo prefeito Márcio Corrêa e pela Secretaria Municipal de Economia, sob o comando de Marcelo Olímpio Carneiro. Com uma prévia recentemente encaminhada ao Tesouro Nacional, a expectativa é obter a nota Capag B, o que facilitaria a renegociação de um empréstimo anterior com juros elevados, com parecer técnico previsto para maio de 2026.
Medidas de redução de gastos e aumento de arrecadação
A administração municipal adotou estratégias rigorosas para equilibrar as finanças, incluindo uma redução de 47% nos gastos com combustível e 61% em software, por meio de soluções internas e renegociações de contratos. Além disso, houve um corte de 20,46% no número de servidores comissionados, contribuindo para a eficiência operacional. O aumento na arrecadação de IPTU e IRRF também impulsionou os resultados positivos, permitindo que Anápolis saísse de uma situação fiscal desafiadora em 2024 e projetasse avanços para 2025.
Nós reduzimos 47% de gastos com combustível, 61% com software apresentando soluções caseiras ou renegociações. Foram essas e outras medidas que tomamos para sairmos de uma situação muito difícil e, por isso, estamos confiantes que vamos conseguir atingir a nota.
Essas ações não apenas estabilizaram as contas, mas também abriram caminho para investimentos em áreas prioritárias, como saúde, onde foram registrados mais atendimentos pela secretária Jaqueline Rocha.
Impactos potenciais na infraestrutura e economia local
A obtenção da nota Capag B do Tesouro Nacional poderia reduzir em até R$ 100 milhões os juros de um empréstimo antigo, liberando recursos para melhorias na cidade. O prefeito Márcio Corrêa destacou que essa economia permitiria, por exemplo, o recapeamento de boa parte das ruas de Anápolis, beneficiando diretamente a população. Essa perspectiva reflete o compromisso com a responsabilidade fiscal, visando um desenvolvimento sustentável para o município goiano.
Nós poderíamos ter R$ 100 milhões a menos de juros para pagar. Olha, com R$ 100 milhões a menos, por exemplo, eu poderia recapear boa parte das ruas da cidade.
Com esses avanços, Anápolis demonstra um modelo de gestão que prioriza a eficiência e o equilíbrio orçamentário, servindo de exemplo para outras localidades em meio a desafios econômicos nacionais.