Entrega emocionada marca fim de gestão em transporte público
No Terminal Padre Pelágio, na região metropolitana de Goiânia, o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, realizou um balanço emocionado de sua gestão na reformulação do transporte coletivo. A entrega da última etapa ocorreu recentemente, antes de 28 de março de 2026, marcando o encerramento de um processo iniciado há seis anos. Com a desincompatibilização prevista para 31 de março de 2026, Rocha Lima destacou os desafios superados para restaurar a dignidade da população e promover sustentabilidade no sistema.
Desafios iniciais e medidas de transformação
O secretário lembrou os obstáculos enfrentados, especialmente após a pandemia que colapsou o transporte coletivo degradado. Medidas de socorro emergencial foram implementadas, seguidas de um plano baseado em pesquisas com a população, envolvendo prefeitos, empresários e a Universidade Federal de Goiás (UFG). A reformulação incluiu a reestruturação de seis terminais do BRT Leste-Oeste, 19 estações, 7 mil pontos de ônibus e uma frota de 1,2 mil veículos, com foco em tecnologias sustentáveis como ônibus elétricos e a biometano.
Diziam: ‘não mete a mão nisso, todos que tentaram não conseguiram’. Mas o transporte estava cada vez mais degradado, a população sem dignidade para se mover e uma pandemia colapsou de vez o sistema. Iria acabar. A partir dali, começamos a enfrentar.
Através de financiamento público, iniciamos a transformação. Esta é a última etapa de um processo que começou lá atrás. Precisávamos reestruturar os seis terminais do hoje BRT Leste-Oeste, com todas as 19 estações, 7 mil pontos de ônibus e a frota de 1,2 mil veículos.
Inovações sustentáveis e visão de longo prazo
A gestão priorizou a descarbonização, passando de ônibus diesel Euro 6 para elétricos e a biometano, aproveitando a produção agrícola de Goiás como matéria-prima ecológica. Projetos em inteligência artificial (IA) e terras raras foram antecipados, com investimentos na UFG resultando no Centro de Desenvolvimento de IA mais relevante do Hemisfério Sul. Rocha Lima enfatizou políticas públicas visionárias, sob o governo de Ronaldo Caiado (PSD), que posicionam Goiás à frente em tendências tecnológicas.
Verificamos a possibilidade de não só renovar a frota, mas aproveitar para engajar a cadeia produtiva e descarbonizar o meio ambiente. Começamos com os ônibus diesel Euro 6, partimos para os elétricos e colocamos os ônibus a biometano. Um estado com essa produção agrícola gera matéria-prima necessária para o combustível mais ecologicamente correto que existe.
Em 2019, detectamos que a IA era pouco falada no mundo e percebemos que poderíamos ser protagonistas. Chamamos a UFG, investimos e hoje temos o Centro de Desenvolvimento de IA mais relevante de todo o Hemisfério Sul do planeta. O curso da UFG tem a segunda maior nota de corte de todo o Brasil.
Sensação de dever cumprido
Em seu discurso, Rocha Lima expressou gratidão pela oportunidade de transformar vidas, algo inédito em sua trajetória no setor privado. A interação com usuários do transporte coletivo reforçou o impacto das mudanças, garantindo mobilidade digna e sustentável para a região metropolitana de Goiânia.
São políticas públicas com visão de longo prazo. Quando são antecipadas, pegamos água limpa. Quando se torna moda, o estado de Goiás já está lá na frente.
Para mim em especial é o último grande evento de entrega que participo à frente do governo Ronaldo Caiado. Dia 31 de março me desincompatibilizo. Tudo isso me dá uma sensação de dever cumprido e algo que a trajetória no setor privado nunca me deu. Essa possibilidade que, ao circular por aqui e nos outros terminais que reformamos, receber um agradecimento do cidadão que usa o transporte coletivo. É essa transformação, entregar para a população. Isso não tem preço. O setor privado nunca me deu essa possibilidade de ver a vida das pessoas transformadas.